Os grandes fabricantes de GLP-1 avançaram na corrida para aperfeiçoar as injeções usadas no tratamento de obesidade e diabetes. Durante a conferência da Associação Americana de Diabetes, em Nova Orleans (5 a 8 de junho), anunciaram propostas de próxima geração com menos picadas, menos náusea e maior preservação de massa magra. A notícia é apurada pelo Washington Post.
As empresas destacaram o objetivo comum de superar limitações de adesão dos pacientes aos medicamentos atuais, como Zepbound, Mounjaro, Ozempic e Wegovy, da Pfizer, Amgen, Roche-Genentech, Boehringer Ingelheim, Eli Lilly e Novo Nordisk. Executivos apontaram lacunas diagnósticas e de uso que ainda exigem solução clínica.
Menos picadas
A Pfizer trabalha com uma versão de aplicação mensal, que reduziria de 52 para até 13 o número de injeções anuais, prevendo fases de adaptação. A Amgen também aposta em um regime de aplicação de quatro a seis vezes por ano, destacando a importância de facilitar o manejo da doença a longo prazo.
Menos enjoo
Roche-Genentech, Lilly e Novo Nordisk pesquisam combinações com amilina, hormônio pancreático que não retarda tanto o esvaziamento do estômago. A ideia é reduzir náuseas e oferecer saciedade sem desagrado alimentar. A Novo Nordisk já solicitou aos reguladores a aprovação de uma fórmula GLP-1 com amilina.
Menos perda muscular
Boehringer Ingelheim divulgou resultados de fase 3 de um GLP-1 experimental associado ao glucagon. Em 72 semanas, houve média de perda de 16,6% do peso, com 10,8% de massa magra. Os tratamentos atuais costumam reduzir massa magra entre 25% e 40%.
Outra informação relevante é que 34% da gordura eliminada com a nova combinação era visceral, relacionada ao risco metabólico. O fígado gorduroso voltou ao normal em 6 em cada 10 pacientes que participavam do estudo. Em doses mais altas, 20% dos participantes interromperam o tratamento por efeitos adversos.
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