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Ameaças ao fígado e formas de prevenção

Esteatose hepática avança silenciosamente; exames de sangue e ultrassom permitem detecção precoce e guiam mudanças de hábitos para reverter o dano

Confira como encontrar a gordura no fígado com antecedência
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O acúmulo de gordura no fígado, ou esteatose hepática, atinge milhões de brasileiros sem avisos claros. A condição avança silenciosamente, especialmente em quem adota estilo de vida sedentário e consome alimentos ultraprocessados. O tema ganha cautela na medicina.

Dados apontam que o ganho de peso, a falta de atividade física e a alimentação rica em frituras, bebidas açucaradas e carboidratos refinados aceleram o acúmulo de gordura no órgão. Se não tratada, a condição pode evoluir para cirrose não alcoólica e câncer de fígado.

Exames de sangue ajudam a identificar o problema no laboratório. O perfil hepático analisa enzimas como TGO e TGP, que elevam quando o fígado está inflamado ou lesionado por gordura excessiva. Valores elevados indicam necessidade de avaliação médica.

Exames de imagem completam o quadro diagnóstico. A ultrassonografia de abdômen identifica o brilho típico da gordura e classifica a esteatose em grau leve, moderado ou severo. A elastografia hepática mede a rigidez do órgão e pode indicar cicatrizes, muitas vezes substituindo biópsias.

A boa notícia é que, em estágio inicial, a esteatose hepática é reversível. Não há remédios milagrosos; a cura depende de mudanças de comportamento. Dieta rica em vegetais, grãos integrais e gorduras saudáveis, aliada à prática regular de atividade física, é fundamental.

Manter consultas médicas periódicas, acompanhar exames de rotina e adotar um estilo de vida mais consciente ajudam a reduzir riscos. O fígado tem grande capacidade regenerativa quando receber cuidado adequado.

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