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Governo investiga vazamento de material radioativo em instituto da USP

ANSN investiga possível vazamento de material radioativo no IPEN; notificação exige manutenção do licenciamento e esclarecimentos sobre a denúncia

DIVULGAÇÃO - Ipen na USP - 12/06/20256
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A ANSN, autoridade responsável pela segurança nuclear no Brasil, abriu apuração sobre possível contaminação e vazamento de material radioativo ocorridos no dia 29 de maio no IPEN, instituto ligado à USP, na Cidade Universitária, em São Paulo. O fato teria ocorrido em unidade do IPEN, onde há atividade com radiofármacos.

A investigação foi acionada após recebimento de denúncia anônima. A ANSN informou ter solicitado informações ao IPEN para verificar os relatos. Ainda não há informações divulgadas sobre desdobramentos ou possíveis medidas adicionais.

A USP, responsável pelo campus, o IPEN e a CNEN não haviam respondido às tentativas de contato até o momento desta publicação. A ANSN informou que a radiofarmácia do IPEN possui autorização de operação vigente e que notificou o instituto.

Investigação em andamento

A notificação da ANSN prevê dois conjuntos de solicitações ao IPEN: manter as condições de licenciamento da instalação e esclarecer a denúncia de possível vazamento. O objetivo é assegurar contraditório e ampla defesa, com avaliação técnica dos documentos apresentados.

Segundo a ANSN, a comunicação abre prazo para respostas pelo IPEN e pode sustentar medidas adicionais conforme a análise técnica das informações recebidas. A autoridade destaca a necessidade de transparência durante o processo investigativo.

Demandas de informações e posição de sindicatos

O Sindsef-SP e a Assipen divulgaram que encaminharam pedidos de informações às direções do IPEN e da CNEN sobre as providências adotadas após os relatos. Eles relataram possíveis procedimentos emergenciais de descontaminação radiológica e retenção de roupas de trabalhadores, inclusive terceirizados.

Ainda segundo os sindicatos, parte da descontaminação ocorreu em locais sem infraestrutura específica para esse tipo de atendimento, levantando questionamentos sobre segurança e cumprimento de protocolos. O movimento sindical também apontou atrasos em exames médicos de servidores que lidam com materiais radioativos.

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