Kenya iniciou um projeto para melhorar a coleta de dados sobre a pesca artesanal, harmonizá-los e torná-los acessíveis aos pescadores e ao governo. A iniciativa usa métodos de coleta digital, trackers nas embarcações e uma base de dados centralizada. O modelo é inspirado no programa de Timor-Leste, iniciado em 2016.
O que está sendo feito
Ao longo de 2026, 150 barcos foram equipados com trackers que transmitem dados em tempo real. Envolvem-se 30 enumeradores financiados pelo governo para registrar as capturas nos pontos de desembarque. Os pescadores também podem registrar dados via aplicativo móvel.
Onde e como funciona
O projeto abrange a costa do Quênia, incluindo Mtwapa e Malindi. A plataforma Peskas consolida as informações, conectando dados de trackers, desembarques e relatos manuais. As informações ajudam a mapear rotas, tempo de pesca e áreas frequentadas.
Por que é necessário
Dados precisos visam reduzir a competição por recifes em declínio e orientar decisões governamentais sobre gestão pesqueira. A expectativa é que o sistema melhore a estimativa de CPUE e apoie planos de uso sustentável dos recursos marinhos.
Perspectivas e impactos
Especialistas apontam que a integração de dados pode apoiar um plano espacial marinho e orientar investimentos na economia azul. A iniciativa também busca ampliar o acesso dos pescadores a informações que possam subsidiar decisões de crédito e manejo de recursos.
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