A anta batizada de Neymar faleceu na quarta-feira (10/6) por ferimentos decorrentes de caça ilegal. O animal apresentava ferimentos causados por projétil e sinais de intoxicação por chumbo, segundo a presidente do Comdema.
Neymar foi resgatada no início da semana, no bairro Ribeirão das Antas, em Tapiraí (SP). A operação contou com a participação da Prefeitura, do CRAS Núcleo da Floresta e da ONG Ecos da Floresta.
Tapiraí fica a cerca de 135 km de São Paulo e tem 8.122 habitantes, segundo o IBGE. O município abriga grande parte da Mata Atlântica, o que o torna ambiente propício à caça ilegal de fauna silvestre, segundo ativistas.
A resgate ocorreu antes da morte da anta, que recebeu o nome em alusão ao craque da seleção brasileira, por repercussão da Copa do Mundo. A escolha visava ampliar a visibilidade da causa ambiental.
Segundo Patricia Faria, presidente do Comdema, o município enfrenta desafio contínuo com a caça irregular. Ela destacou que a violência contra animais silvestres gera preocupação entre ambientalistas.
A ocorrência reforça alertas de organizações locais sobre a necessidade de fiscalização e proteção da fauna. O caso segue sob investigação para identificação de responsáveis pela caça ilegal.
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