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Cuba usa mergulhadores, cabos reaproveitados e argila para preservar recifes sob bloqueio

Com escassez e sanções, Cuba recorre ao mergulho livre, trailers elétricos e materiais reciclados para proteger os recifes do parque nacional Ciénaga de Zapata

Blue tangs on a reef in the Bay of Pigs, Cuba. Lack of environmental awareness, invasive species and the climate crisis have long presented a threat to Cuba’s pristine marine ecosystem
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Conservacionistas em Cuba recorrem a métodos criativos para proteger os recifes de coral da Reserva de Biosfera Ciénaga de Zapata, diante de sanções e dificuldades econômicas. Com recursos limitados, equipes de mergulho realizam limpezas, usos de materiais reaproveitados e técnicas de reprodução de corais.

Ação ocorre na região sudeste do país, no parque nacionalCiénaga de Zapata, um dos locais mais conhecidos de conservação marinha. Em 2023, o recife sofreu com SCTLD e eventos de branqueamento, levando o governo a adotar novas políticas de proteção.

Sobre as atividades, mergulhadores voluntários coletam plásticos e latas, operando com reboque elétrico e apoiando-se em redes locais. Em poucas horas, somam cinco sacos de resíduos recolhidos em Playa Larga.

Quem participa envolve o grupo de mergulho voluntário, com Marileidy Albertus destacando que Cuba tem uso limitado de químicos na agricultura e pouca poluição industrial, fatores que ajudam a proteção local. Cientistas do National Aquarium acompanham os trabalhos.

Entre os envolvidos estão os mergulhadores Alejandro Acebo, Jorge Sánchez e Luis Mesa, além de equipes de biologia marinha. Os voluntários ajudam a testar métodos de restauração usando substratos próprios, com materiais reciclados como argila quebrada e cabos reaproveitados.

Inovações para restauração de corais

Cientistas cubanos combinam fragmentação de corais com ciclos de reprodução assistida (IVF) em profundidade de cerca de 17 metros. A prática, antes pouco utilizada localmente, visa reduzir o uso de combustível e ampliar a escala de restauração.

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