As previsões indicam que o El Niño, que deve se intensificar e permanecer ativo até fevereiro de 2027, elevará riscos de eventos extremos em diferentes regiões do Brasil. A NOAA dos EUA confirmou a intensificação do fenômeno. O período de junho a agosto deve trazer chuvas acima da média no Centro-Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul.
No Norte e Nordeste, há expectativa de seca severa e maior risco de incêndios florestais e ondas de calor entre agosto e setembro. Especialistas do Inpe apontam intensidade de moderada a forte, com o ponto crítico previsto para a primavera. O aquecimento progressivo das águas do Pacífico sustenta a projeção.
Panorama por região
No Sudeste, o inverno tende a ser menos frio, mas com chuvas acima da média em partes de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O norte da região pode enfrentar temporais menores, enquanto períodos de estiagem e veranico são possíveis, conforme a intensidade do El Niño.
O Sul deve registrar chuvas acima da média e risco de inundações. O transporte de umidade da Amazônia para os subtrópicos favorece tempestades e ciclones extratropicais com chuvas intensas. Temperaturas também devem ficar acima da média, principalmente no inverno e na primavera.
Impactos no Cerrado, Amazônia e litoral
O Centro-Oeste pode apresentar temperaturas mais altas ao longo do período, elevando a umidade relativa do ar e aumentando o potencial de queimadas. Em alguns momentos, choques entre frentes frias podem moderar esse cenário.
Na Amazônia, a seca deve se manter, elevando o risco de fogo e reduzindo o nível de rios por déficit de precipitação. Essa condição pode comprometer a geração de energia hidrelétrica, a pesca e a produção agrícola, bem como a navegabilidade em rios ribeirinhos.
No Nordeste, as chuvas devem continuar abaixo da média, com radiação solar mais intensa e aumento das temperaturas. Esse quadro amplia a vulnerabilidade a incêndios florestais em ecossistemas já fragilizados.
Histórico recente e ações
O último El Niño provocou enchentes no Rio Grande do Sul, com cerca de 2,4 milhões de pessoas afetadas e 200 mil desalojadas ou desabrigadas entre 2023 e 2024. Agora, órgãos federais monitoram cenários e alinham ações de prevenção, mitigação e resposta.
Entidades como Inpe e Cptec reiteram a importância de acompanhar a evolução do fenômeno e dos demais componentes climáticos, para orientar políticas públicas, infraestrutura e assistência à população.
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