Angelita Habr-Gama, médica oncologista e professora emérita da USP, morreu no dia 30 de maio, aos 93 anos. A morte foi comunicada por colegas e pela instituição onde atuou. Ela é reconhecida internacionalmente por suas contribuições à medicina.
Filha de imigrantes libaneses, Angelita cresceu no Brasil após a mudança da família do Maranhão para o Pará e depois para São Paulo. Ela ingressou na Faculdade de Medicina da USP, onde enfrentou preconceitos de gênero e de profissão, mas venceu as barreiras para seguir a carreira médica.
Antes de concluir a formação, passou em primeiro lugar em um exigente exame de cirurgia, superando obstáculos impostos pelo ambiente da época. Estudou também em Londres, consolidando uma trajetória marcada pela perseverança e pela busca pela excelência clínica.
Trajetória e reconhecimento
Professora emérita da USP, Angelita Habr-Gama teve o impacto reconhecido internacionalmente. A Universidade de Stanford a destacou entre as médicas que mais contribuíram para o avanço da ciência. Sua biografia foi reeditada pouco antes de seu falecimento, com novas referências à sua atuação.
Ao longo da carreira, recebeu centenas de diplomas e manteve atuação clínica de alto nível, combinando prática cirúrgica com pesquisa. Sua atuação internacional foi marcada por participações em congressos e por colaborações com grandes nomes da medicina.
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