O Museu do Ipiranga, em São Paulo, vai usar escaneamento a laser 3D para registrar o edifício após a restauração. A operação está prevista para iniciar em julho e utiliza a mesma tecnologia aplicada ao Coliseu de Roma. A apresentação ocorreu durante a Fapesp Week Londres.
O objetivo é criar um modelo HBIM do museu, integrando dados geométricos e de refletância para diagnóstico de patologias e gestão da conservação. O estudo contemplará o interior e o exterior do edifício.
A execução ficará a cargo do laboratório Diaprem, da Università degli Studi di Ferrara, Itália, em parceria com a FAU-USP e o CPC-USP. O histórico conjunto já registrou o museu antes das obras.
O projeto prevê alimentar o HBIM a partir de uma área piloto para gerir informações de conservação preventiva, evitando intervenções invasivas futuras. A metodologia já foi aplicada com sucesso em outros patrimônios.
Parcerias e Metodologia
O equipamento portátil emite lasers que geram uma nuvem de pontos para mapear cada superfície com alta precisão. A variação de refletância ajuda a detectar anomalias e possíveis patologias.
A equipe garante que o escaneamento ocorrerá sem interromper o funcionamento do museu. As atividades continuam com planejamento para não impactar a rotina de visitantes e funcionários.
O HBIM permitirá armazenar dados de características físicas, sistemas e condições do edifício de forma integrada. A iniciativa reforça a conservação preventiva e a gestão da informação.
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