O torneio da FIFA começa em meio a previsões de calor extremo que podem superar 32°C (90°F) em várias cidades-sede, incluindo Miami, Houston, Dallas e Atlanta. Trabalhadores envolvidos na organização estão expostos a riscos de insolação e doença associada ao calor, segundo estudos e especialistas.
Pesquisadores da Universidade da Geórgia apontam que milhares de trabalhadores podem atuar em condições acima dos limites recomendados de exposição ao calor. A avaliação usa temperaturas úmidas ajustadas, destacando maiores perigos em estádios sem ar-condicionado e para quem carrega carga pesada ou usa roupas adicionais.
Mudanças de tema: Proteções e atuação das partes
Organizações sindicais e especialistas defendem pausas obrigatórias, água, sombra e acesso a assistência médica. A FIFA afirma que avalia riscos climáticos como parte do planejamento e coordena com cidades-sede, autoridades de estádios e agências nacionais.
A entidade informou que implementará horários de trabalho e descanso, equipes médicas treinadas nos estádios e monitoramento em tempo real, contando com um grupo especializado em calor. A eficácia depende da implementação local.
Riscos adicionais e condições de trabalho
Um dos críticos aponta que até jogos noturnos podem manter o calor elevado em cidades como Miami. Trabalhadores temporários podem enfrentar maior vulnerabilidade por não estarem aclimatados. Em Kansas City, houve acordo para água, toalhas e ventiladores durante picos de calor.
Especialistas destacam que a proteção depende de políticas locais, contratos e fiscalização. Em estados sem normas específicas, trabalhadores ficam mais expostos às decisões dos empregadores, ressaltam portas-voz de sindicatos e pesquisadores.
Entre na conversa da comunidade