Três a cada dez crianças e adolescentes no Brasil já estão expostos a três ou mais riscos climáticos, aponta relatório do Unicef. O estudo, divulgado nesta segunda-feira, aponta 16 milhões de jovens impactados por eventos como ondas de calor, enchentes e queimadas.
O documento usa dados recentes para mapear a exposição a oito riscos climáticos. Entre eles estão enchentes costeiras, secas, calor extremo, queimadas, ondas de calor, enchentes de rios, tempestades de areia e tempestades tropicais.
Globalmente, quase metade dos menores de 18 anos enfrenta pelo menos três riscos climáticos, algo em torno de 1,1 bilhão de pessoas. O Unicef destaca que países devem agir com urgência para proteger crianças e adolescentes.
No Brasil, seca, calor extremo e ondas de calor aparecem como combinações mais comuns de risco. Mais de 296 milhões de menores no mundo convivem com essas três ameaças simultaneamente; no país, a situação é de preocupação.
O relatório evidencia ainda que poluição do ar atinge 95% das crianças brasileiras, ou quase 47 milhões. Outras 11% da população infantil, ou 5,6 milhões, estão expostas à malária, associada a mudanças climáticas.
Segundo Danilo Moura, especialista do Unicef Brasil, os direitos das crianças já são afetados. Ele ressalta impactos na saúde e na educação, bem como riscos a sobrevivência, com eventos climáticos cada vez mais frequentes.
Além de mitigar o aquecimento global, o relatório recomenda ações para resguardar direitos básicos. Entre eles, acesso à educação, saúde, água, saneamento e segurança alimentar para as crianças mais vulneráveis.
Moura reforça a necessidade de políticas públicas que protejam crianças, já que são as mais expostas aos desastres climáticos. Ele afirma que governos devem priorizar os mais vulneráveis e ampliar a proteção de direitos.
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