A creatina, suplemento tradicionalmente popular entre atletas e fisiculturistas, ganhou espaço entre influenciadoras que defendem seu uso na menopausa. A discussão surge diante de relatos sobre perda de massa muscular na perimenopausa e promessas de melhoria na memória e no humor.
Especialistas ouvidos na matéria apontam que as evidências sobre efeitos da creatina em mulheres na meia-idade ainda são fracas. Os estudos disponíveis são mais numerosos em homens, e há poucas pesquisas focadas especificamente em mulheres durante a transição hormonal. A segurança é considerada alta na maioria dos casos, desde que haja orientação médica.
O que se sabe até agora indica que a creatina monoidratada pode aumentar de forma modesta a massa muscular e o desempenho físico em algumas pessoas. No entanto, os efeitos em mulheres na menopausa não são bem definidos, e a necessidade de treino de resistência para potencializar ganhos é ressaltada.
Quanto à cognição, as evidências são ainda limitadas e com amostras pequenas. Alguns estudos sugerem possível melhoria da memória, mas sem garantia de benefício generalizado. O impacto no humor também permanece incerto e de efeito pequeno.
A segurança é amplamente reconhecida, porém envolve cuidados: uso típico não tende a causar grandes efeitos colaterais, mas pode provocar desconforto estomacal ou retenção de líquidos. Pessoas com doença renal devem consultar um médico antes de iniciar.
A dosagem recomendada costuma ser de até cinco gramas diárias, para evitar sobrecarga muscular. Há risco de contaminação em suplementos não certificados, por isso vale buscar marcas com certificação independente. A decisão deve considerar custo, risco e necessidade individual.
Especialistas destacam que a popularidade nas redes sociais impulsionou o aumento do interesse, mas solicitam maior aprofundamento científico. Pesquisas robustas em grandes grupos femininos são necessárias para confirmar benefícios reais na menopausa.
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