Uma patologista de 57 anos foi presa na Polônia após a descoberta de restos mortais de pelo menos 32 fetos no quintal de sua residência, em Lutoryż, vilarejo próximo a Rzeszów. A investigação aponta uso de material biológico em casa para supostos objetivos científicos não autorizados.
A descoberta ocorreu durante uma escavação iniciada por operários da construção civil na entrada de uma garagem dentro da propriedade. Os restos mortais foram encontrados na sexta-feira passada, junto com grandes quantidades de lixo hospitalar, que já estão no foco da apuração.
A casa, que pertence à médica, foi vendida recentemente a um jovem casal que iniciou reformas e encontrou o material. A patóloga foi detida na cidade de Zamość, no leste do país, durante as investigações.
Detalhes da investigação
Segundo autoridades, a descoberta envolve não apenas restos humanos, mas também resíduos hospitalares. A investigada confirmou à polícia ter retirado fetos de um hospital durante a pandemia e utilizado os materiais para pesquisas médicas em sua casa.
A polícia informou que a apuração seguirá para esclarecer a origem dos restos e a extensão das atividades da médica. Em caso de condenação, a pena pode chegar a até 12 anos de prisão.
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