A Babá Certa passou a confirmar a identidade das candidatas por meio de biometria facial. O rosto é confrontado com a foto do documento, com verificação de vida, além da checagem de dados na Receita Federal e da consulta de antecedentes na Polícia Federal. A mudança visa reduzir fraudes em um cenário de aumento de deepfakes no Brasil.
A verificação ocorre antes de a família visualizar o perfil da babá. Primeiro, a imagem cadastrada é confrontada com a foto do documento oficial. Em seguida, o sistema lê e confere dados como nome, CPF e data de nascimento. A prova de vida evita fraudes com imagens ou vídeos.
Se houver incongruência entre rosto e documento, o cadastro não avança; somente após o cruzamento de informações o perfil fica visível para as famílias. A plataforma afirma que a checagem não emite parecer final sobre a candidata, apenas organiza o processo.
Segundo a fundadora, Cynthia Freitas, o objetivo é impedir que perfis com apenas nome e foto avancem sem validação. “A biometria confirma se é mesmo ela”, afirma. A verificação, porém, não substitui a decisão de contratação pela família.
A adoção ocorre em meio a dados que apontam riscos crescentes na identificação digital. Estudo recente aponta que cerca de 80% dos brasileiros já encontraram deepfakes, e a taxa de acerto na identificação de falsificações ficou baixa. Entre 2025 e 2026, houve aumento expressivo de tentativas de fraude reportadas por órgãos de proteção ao crédito.
No setor de trabalho doméstico, a informalidade permanece alta, com milhões de trabalhadores, e grande parte das contratações ocorre por indicação ou em comunidades online. A prática facilita perfis com apenas nome e foto, aumentando a importância de validações robustas como a biometria.
Para a Babá Certa, a verificação não exclui riscos, mas eleva a barreira de fraude. A plataforma reúne dados de várias fontes, mas a decisão final de contratação continua a cargo das famílias, que podem usar as informações para comparar perfis com maior segurança.
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