O FDA aprovou teplizumabe para crianças e adolescentes entre 8 e 17 anos com diabetes tipo 1 recém-diagnosticado (menos de 6 semanas) para retardar a perda da produção de insulina. A decisão amplia o uso da já aprovada terapia, chamada Tzield, nos EUA.
A aprovação marca a primeira terapia modificadora da doença para estágio clínico do diabetes tipo 1. Anteriormente, o FDA autorizou o medicamento em 2022 apenas para estágio pré-clínico, com menor manifestação clínica da doença.
O anúncio baseia-se no estudo PROTECT, que envolveu 328 jovens diagnosticados recentemente. Pacientes tratados com teplizumabe apresentaram preservação mais lenta da função das células beta e atraso na progressão da doença em comparação ao placebo.
Como funciona, em linhas gerais: o remédio atinge linfócitos T envolvidos no ataque autoimune às células beta, buscando desacelerar a degradação dessas células. Trata-se de uma terapia que busca alterar o curso da doença, não apenas repor a insulina.
Efeitos adversos comuns incluem queda transitória de glóbulos brancos, vermelhidão, dor de cabeça e alterações nos exames de fígado. Há also risco de reativação de vírus latentes como Epstein-Barr e citomegalovírus, segundo estudos.
Na prática brasileira, a Anvisa aprovou o teplizumabe para diabetes tipo 1 em estágio pré-clínico. Ainda não há preço definido nem disponibilidade comercial no país.
Nos Estados Unidos, o tratamento completo de 14 dias chegou a cerca de US$ 193.900 por ciclo terapêutico. No Brasil, o custo será definido em negociações regulatórias futuras.
O marco é conceitual: sinaliza que o diabetes tipo 1 pode ser visto como uma condição autoimune passível de intervenção imunológica precoce, abrindo caminho para terapias que preservem células do pâncreas e retardem a progressão. Pesquisadores brasileiros já atuam nessas linhas.
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