As empresas estão criando shadow profiles a partir do uso de smartphones, reunindo dados que vão além do que você percebe. Esse material inclui hábitos de navegação, compras e atividades em redes sociais. A prática pode ocorrer mesmo sem consentimento explícito.
Analistas apontam que informações como localização, histórico de compras, interesses e dados de dispositivos são agregadas para formar um retrato detalhado. Perfis são compartilhados ou vendidos entre agências de marketing, com o objetivo de publicidade direcionada.
A reportagem descreve como sinais gerados pelo celular, como IDs de dispositivo, GPS e padrões de uso, ajudam a ligar eventos a pessoas específicas. A prática pode se estender a serviços de assinatura, apps e plataformas de redes sociais.
Dados coletados variam conforme serviços usados, termos de uso e configurações de privacidade. Perfis podem ser enriquecidos por informações públicas ou compradas de bases de dados de terceiros.
Para reduzir a exposição, especialistas recomendam avaliar permissões de apps, desativar anúncios personalizados e usar ferramentas de navegação mais privadas. Medidas como desativar IDs de publicidade são destacadas.
Outra sugestão é utilizar navegadores seguros e motores de busca privados, além de evitar cookies não essenciais. O uso de VPN é apresentado como opção para ocultar atividade online.
Também é recomendável excluir apps não usados, revisar serviços conectados e considerar serviços de remoção de dados. A orientação enfatiza persistência, pois dados podem ser captados por várias fontes.
Ao final, o texto apresenta um conjunto de ações práticas para reduzir a coleta de dados via smartphone, sem promover mudanças abruptas no dia a dia do usuário.
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