AWEAR, startup de Forenza, começou a testar um dispositivo de bem-estar mental em 2023, buscando preencher uma lacuna no mercado de wearables. O objetivo é monitorar biomarcadores cerebrais de forma discreta, algo que não existia em rastreadores como Oura ou WHOOP. O produto está em fase beta e pretende acompanhar a saúde cerebral a longo prazo.
O teste narrado ocorreu com o usuário em casa, após receber o sensor e instalá-lo no ouvido. O dispositivo, conectado por Bluetooth ao celular, mede sinais cerebrais por meio de sensores EEG e fornece uma pontuação de bem-estar em tempo real. O acompanhamento inicial mostrou variações entre estresse e calma ao longo do dia.
O relato descreve as primeiras impressões: o usuário chegou a registrar a pontuação máxima de 100, mas a confiabilidade inicial foi questionada ao longo do uso. A empresa (Forenza) afirma que o modelo de dados é inicial e tende a se calibrar com mais 24 horas de uso para treinar os algoritmos.
A operação envolve adesivo e uma montagem atrás da orelha, com uso de lenço umedecido para higienização. Técnicos de neurociência de instituições como Stanford e UCSF participam do desenvolvimento, que busca tornar o sensor menor e mais eficaz, possivelmente em formato circular.
Segundo a empresa, a meta é reduzir a dependência da visualização constante da pontuação, destacando que a ferramenta funciona como complemento ao tratamento tradicional, não como substituto de terapeuta. A equipe afirma que a ideia é oferecer uma ferramenta adicional para acompanhar emoções ao longo de sessões.
AWEAR planeja lançar oficialmente o produto no próximo ano, com protótipos futuros ainda menor e mais preciso. A empresa ressalta que, no estágio atual, os usuários devem esperar ajustes, principalmente em ambientes com suor excessivo ou calor.
Entre na conversa da comunidade