A Anvisa informou que cerca de US$ 30 milhões em produtos irregulares deixaram de circular, após a implementação de monitoramento com inteligência artificial. O projeto piloto utilizou a ferramenta Epinet e ocorreu entre 2021 e 2024, através de cooperação técnica com o Pnud.
Segundo a agência, o monitoramento digital ampliou a capacidade de identificar e remover anúncios irregulares em larga escala, em ambientes como redes sociais, fóruns e grupos de mensagens. A operação contou com recursos de IA para atuar também na deepweb.
O contrato do projeto foi renovado, com custo de US$ 50 mil por mês, conforme a gerente-geral de inspeção e fiscalização sanitária, Renata Lima Soares. Ela participou do seminário Brasil Legal, na sede da Fiesp, para detalhar a continuidade da iniciativa.
Ampliação do alcance e impactos
Entre os casos acompanhados pela iniciativa está a venda do medicamento Venvanse, psicoestimulante cujo princípio ativo é a lisdexanfetamina, frequentemente comercializado com receitas falsas. O ambiente digital, segundo a autoridade, acelerou a comercialização irregular de produtos regulados.
A Anvisa destacou que a IA facilita o monitoramento de anúncios e transações em plataformas digitais, incluindo Fóruns ilícitos e canais privados de aplicativos de mensagem. A agência mantém a atuação para coibir a venda irregular de itens sujeitos à vigilância sanitária.
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