O estudo de compostos naturais em frutas e verduras avança para compreender como a alimentação pode influenciar a renovação celular. Pesquisadores investigam a fisetina e a quercetina, presentes em alimentos comuns, e seu papel em mecanismos celulares centrais.
Autofagia, o processo de reciclagem celular, recebe destaque nesses trabalhos. A prática ajuda a manter estruturas celulares funcionais ao eliminar componentes desgastados. Em 2016, Yoshinori Ohsumi ganhou o Nobel justamente por desvendar esse caminho.
Nem todas as células danificadas são removidas pelo organismo. Algumas entram em senescência e liberam substâncias inflamatórias. Estudar senolíticos, que podem eliminar essas células envelhecidas, ganhou relevância científica recente.
Moléculas em alimentos comuns
A fisetina ocorre em morango, maçã, uva e caqui. A quercetina está presente em maçã, cebola, brócolis e alcaparras. Ambas são polifenóis com propriedades antioxidantes e atuação em vias relacionadas à saúde celular.
Estudos recentes exploram o potencial senolítico da fisetina. Um trabalho de janeiro de 2025, na Chemistry – A European Journal, liderado por Maciej Spiegel, aponta atividades associadas à eliminação de células velhas. O geroprotetor também foi destacado.
Outra pesquisa, publicada em 30 de maio de 2025, na Cellular and Molecular Bioengineering, avaliou a quercetina em células-tronco mesenquimais humanas envelhecidas. Os autores observaram sinais compatíveis com redução de características da senescência celular.
Esses resultados não comprovam que consumir grande quantidade dessas substâncias pare o envelhecimento. Contudo, ajudam a entender como componentes da alimentação interagem com processos biológicos centrais da saúde celular.
Fatores complementares
Além de compostos alimentares, restrição calórica controlada, prática regular de atividade física e sono de qualidade também impactam a autofagia. Mudanças no uso de energia ativam vias metabólicas que promovem renovação celular.
Portanto, não há alimento milagroso anti-envelhecimento. As evidências atuais indicam que a dieta pode influenciar a forma como as células respondem ao desgaste natural do tempo, em conjunto com outros hábitos saudáveis.
Entre na conversa da comunidade