Taylor Parker ficou conhecida pelo caso de “abdução fetal” descrito no documentário Maternal Instincts. Em 9 de outubro de 2020, em Idabel, Oklahoma, médicos não encontraram sinais de gravidez em Parker, que alegou ter dado à luz no carro. A bebê não era filha dela.
Na mesma manhã, Parker atacou Reagan Simmons-Hancock, sua amiga grávida, com várias facadas. Em seguida, realizou uma cesariana rudimentar, removendo o feto do útero. A criança e Simmons-Hancock não sobreviveram. Parker foi julgada no Texas, onde o crime ocorreu, e enfrenta pena de morte. Atualmente, figura entre as primeiras mulheres na fila do corredor da morte no estado.
A história lança luz sobre a prática conhecida como abdução fetal, definida como o sequestro de uma criança ainda no útero, com o objetivo de apresentá-la como nascer da própria vítima. Segundo a NCMEC, a entidade de proteção infantil, esse crime é extremamente raro, porém brutal e violento.
O que é abdução fetal
Fetal abduction é parte de um espectro de sequestro de bebês, com o objetivo de forçar um ganho emocional ou financeiro. Médicos e especialistas ressaltam que, embora ocorram casos difíceis de prevenir, hospitais têm adotado medidas para reduzir sequestros de recém-nascidos e proteger mães e crianças.
Em relatos de especialistas ouvidos pela reportagem, a motivação costuma envolver buscas por validação de maternidade ou tentativas de manter relacionamentos, especialmente entre mulheres que enfrentam infertilidade ou perdas gestacionais. A violência é frequentemente violenta e letal para a mãe ou o bebê, conforme apontado por autoridades.
Dados da NCMEC indicam que, desde 1974, foram registradas 24 ocorrências nos Estados Unidos. Em grande parte dos casos, a vítima acaba falecendo ou o feto não sobrevive. Entre 2022 e relatos internacionais, o fenômeno aparece com menor frequência, mas não é inexistente.
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