O aumento de centros de dados que sustentam a inteligência artificial tem provocado debates sobre impactos ambientais. Especialistas, ambientalistas e organizações internacionais acompanham o tema. O crescimento é global e envolve governos e setor privado.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a fabricação de equipamentos para IA consome grandes volumes de matérias-primas. Um computador de dois quilos pode exigir cerca de 800 quilos de materiais naturais. Minerais críticos e terras raras ampliam os riscos.
O crescimento dos resíduos eletrônicos também preocupa. Servidores e componentes têm vida útil limitada e demandam descarte especializado, com riscos de contaminação se mal geridos. Dados apontam salto de centros de dados no mundo desde 2012.
A água usada para construção e resfriamento é outro desafio. Estima-se que a infraestrutura ligada à IA pode consumir água equivalente a seis vezes o uso da Dinamarca, em cenário de expansão. A energia, por sua vez, depende de redes que utilizam fósseis em vários países.
Desafios ambientais
Atrasos e custos ecológicos se tornam evidentes conforme a IA se expande. Pesquisas destacam degradação de solo, contaminação hídrica e impactos a ecossistemas, principalmente pela extração de minerais e resíduos de alto potencial tóxico.
Medidas em curso
Mais de 190 países aprovam recomendações sobre uso ético da IA, incluindo impactos ambientais. A União Europeia e os EUA discutem normas para transparência e redução de danos. O PNUMA sugere padrões de pegada ambiental e reciclagem de água.
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