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Médica legista vira influenciadora ao esclarecer dúvidas sobre morte nas redes

Médica legista usa redes para discutir a morte com abordagem educativa, normalizando o tema e revelando o que o corpo pode indicar sobre hábitos e causas de óbito

A influenciadora Cristine Scattolin, 39, durante avaliação de bancas de TCC na USP
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Cristine Scattolin, médica legista e professora da FMUSP, ganhou espaço nas redes ao abordar temas ligados à morte. Em 2025, ela começou a publicar vídeos que resumem conteúdos que estuda, ampliando o alcance de seu trabalho no Instituto Médico Legal.

A influencer tem mais de 160 mil seguidores e foca em esclarecer aspectos do processo de morrer, bem como as atividades do IML em casos não naturais, como acidentes, afogamentos e intoxicações. O objetivo é reduzir o tabu sobre a morte na sociedade.

Nos conteúdos, Cristine explica que o foco é a vida, mesmo ao tratar de óbito. Ela reconhece a resistência de parte do público e, apesar de não se considerar influencer, afirma que pretende normalizar a compreensão do fim da vida.

O que ela faz na prática

A legista atua em uma cidade do litoral de São Paulo, onde mora. No IML, ela analisa casos de mortes não naturais e realiza necropsias para entender causas, mecanismos e sinais deixados pelo estilo de vida dos falecidos.

Segundo Cristine, o acidente de moto é o tipo de ocorrência mais comum entre seus casos. Ela ressalta que a experiência no IML permite identificar hábitos de saúde observáveis no corpo, como fumante, uso de álcool ou outras substâncias, bem como a pressão arterial.

A partir das análises, a profissional observa que o corpo fornece pistas sobre o que ocorreu ao longo da vida da pessoa. Em seus relatos, ela destaca que a prática de ouvir o próprio corpo e manter hábitos saudáveis pode contribuir para a qualidade de vida.

Entre as dificuldades, ela relata receber críticas ao abordar temas como álcool, cocaína, vape e uso de anabolizantes. Mesmo diante do ceticismo, a profissional mantém o foco em informações técnicas e educativas.

Cristine também participa de atividades acadêmicas, ensinando epidemiologia na pós-graduação da Faculdade de Medicina da USP. Essa atuação complementar reforça o elo entre estudo, prática forense e comunicação pública sobre saúde.

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