O Mounjaro, injeção semanal que combate obesidade e glicose no sangue, tornou-se o medicamento mais lucrativo do mundo. Em 2025, a receita chegou a 36,5 bilhões de dólares, ultrapassando a líder anterior no ranking de fármacos contra o câncer. No ano anterior, essa droga faturou 31,6 bilhões de dólares.
A evolução das drogas para emagrecimento não para. Com a queda da patente da semaglutida, disputa por versões similares e mais baratas ganha força, visando ampliar o acesso e competir com o mercado paralelo. Em 2027, devem surgir comprimidos diários com mecanismos semelhantes aos das canetas, como Wegovy oral e orforglipron.
Um dos destaques é a retatrutida, desenvolvida pela Eli Lilly, mesma empresa do Mounjaro. Na fase final, pacientes obesos que usaram a caneta semanal apresentaram perda de peso em torno de 30% após 104 semanas, com mais de 25% atingindo 35% de redução. Médicos avaliam resultados próximos aos da cirurgia bariátrica.
A concorrência também avança. A Boehringer Ingelheim trabalha em uma caneta semanal que promete perder gordura sem reduzir massa muscular, um diferencial relevante. Em estudos, a substância reduziu o peso em média 16%, preservando músculos e reduzindo abdômen e fígado, áreas de maior impacto na saúde.
Na tentativa de ampliar adesão terapêutica, a Pfizer investiga a berobenatida, baseada em GLP-1, com aplicação mensal após um ciclo inicial semanal. A redução de peso relatada até agora fica em torno de 16% da massa corporal, o que pode favorecer a continuidade do tratamento.
A Novo Nordisk, controladora de Ozempic e Wegovy, firmou parceria com empresa chinesa para avaliar uma candidata da retatrutida em estágio inicial. Em testes, a substância já mostrou perda de quase 20% do peso em menos de seis meses, o que indica velocidade de resposta promissora.
As novidades trazem avanços promissores, mas dependem de comprovação de segurança e eficácia em longos prazos. Diversos projetos ainda enfrentam etapas regulatórias antes de chegar ao mercado. A despeito disso, autoridades de saúde e especialistas acompanham de perto os desdobramentos.
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