Com um corpo de pesquisas que associa atividades criativas ao funcionamento cerebral, estudos indicam que práticas como pintura, música e escrita podem retardar o envelhecimento do cérebro e ampliar a conectividade neural. As evidências aparecem em uma publicação da Psychology Today e em estudos da University College London, citados pela reportagem.
Os trabalhos mostram que engajar-se em atividades artísticas envolve áreas cerebrais mais vulneráveis ao envelhecimento, sugerindo benefício neuroprotetor em comparação com o uso exclusivo de telas. As pesquisas também apontam impactos positivos na saúde física e emocional, com benefícios adicionais para o sono e o bem‑estar.
Resultados de pesquisas
O levantamento da Psychology Today cita uma relação positiva entre criatividade e plasticidade cerebral, com base em dados de quase 1,5 mil participantes. Os autores destacam que o envolvimento com atividades criativas pode favorecer redes neurais associadas à adaptação e aprendizado.
Outra investigação, conduzida pela University College London, envolveu mais de 3,5 mil adultos. Os resultados indicam que artes como arte, pintura, música e escrita podem retardar o envelhecimento biológico do cérebro, conforme respostas de questionários e exames de sangue.
Comentários de especialistas
A pesquisadora Daisy Fancourt afirma que os resultados fornecem evidências para reconhecer as artes como fator promotor de saúde, similar ao exercício físico. A pesquisadora Feifei Bu ressalta que os benefícios surgem da combinação de estímulos físicos, cognitivos, emocionais e sociais presentes nas atividades artísticas.
Implicações para saúde pública
Os estudos sugerem que a prática regular de atividades criativas pode reduzir estresse, inflamação e riscos de doenças associadas, incluindo cardiovasculares. Especialistas destacam que a variedade de atividades pode potencializar os efeitos positivos, dependendo de cada ingrediente envolvido em cada prática.
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