O inverno começou oficialmente às 5h24 deste domingo, marcando o solstício que inaugura a estação mais fria do ano. O cenário inicial envolve um ciclone extratropical e uma massa de ar polar que prometem queda de temperatura expressiva em várias regiões do país.
A frente fria de origem marítima chega já nos próximos dias, com ventos fortes e temporais previstos para o Centro-Sul. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais devem sentir o impacto inicial e registrar variações bruscas de temperatura.
A retaguarda do sistema traz ar polar intenso, alterando o quadro a partir de terça-feira. No Sul, termômetros podem ficar abaixo de 5°C com geadas, enquanto áreas do Norte e do Centro-Oeste também devem sentir o frio, ainda que de forma menos intensa.
Frentes frias e geada no Sul
Especialistas apontam que o frio deve ganhar amplitude entre os dias 24 e 26 de junho. Geadas amplas devem ocorrer na Região Sul, alcançando o extremo sul de Mato Grosso do Sul e de São Paulo. Há possibilidade de neve nas áreas de serra mais elevadas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Expansão do frio e geografia afetada
O frio deve recuar gradualmente, mas não de imediato, abrindo caminho para friagem em pontos do Norte e do Centro-Oeste. Goiânia, Brasília e partes de Rondônia, Acre e sul do Amazonas podem registrar temperaturas abaixo de 15°C.
Julho tende a ser o mês mais frio
Especialistas esperam julho como o período mais rigoroso, com duas massas de ar polar previstas. Uma encontra a metade do mês e outra no final, mantendo madrugadas congelantes no Sul e Sudeste, enquanto o Norte e o Nordeste permanecem mais secos e quentes.
El Niño altera o padrão térmico
A segunda metade do inverno deve trazer aquecimento mais rápido da temperatura, com picos de calor previstos em agosto em grande parte do país. O El Niño voltou a se formar na primeira semana de junho e tende a intensificar o regime climático no trimestre.
Riscos e recomendações
A canalização de chuvas acima da média ocorre no Sul, com impactos na agricultura. O Pacífico aquecido favorece maior umidade no Sul e chuvas acima da média no sudoeste do Paraná, enquanto o Norte e o Nordeste podem enfrentar seca severa. Capacidade de monitoramento e alerta permanece essencial.
Entre na conversa da comunidade