O lemborexante, medicamento aprovado em 2025 no Brasil, promete tratar a insônia com um mecanismo diferente. Ele atua sobre os receptores de orexina, reduzindo o estado de hiperalerta que atrapalha o sono. O tratamento seguirá prescrição médica para adultos.
Além da nova opção, os tratamentos comuns atuais usam benzodiazepínicos e drogas Z. Esses fármacos aceleram a sedação ao potencializar o GABA, mas apresentam riscos a longo prazo como dependência, sonolência residual e alterações na arquitetura do sono.
A eficácia do lemborexante tem sido avaliada em estudos clínicos com insônia primária e de manutenção do sono, mostrando ganhos de tempo de sono e de desempenho ao longo de semanas. A adesão depende de acompanhamento médico próximo.
Como age o lemborexante
Em estudos SUNRISE 1, o remédio reduziu o tempo para iniciar o sono e aumentou o sono total em comparação com placebo e zolpidem. Participantes obteve mais de 60 minutos adicionais de sono por noite.
O estudo SUNRISE 2 acompanhou efeitos em seis meses, com resultados consistentes nos parâmetros do sono. Dados mostraram que mais de 30% dos pacientes atenderam à resposta de início do sono, contra 18% do placebo.
Para alguns pacientes, a manutenção do sono ficou entre 30% e 35% nos grupos que receberam o fármaco, frente a cerca de 20% com placebo. A substância não desliga o cérebro de forma indiscriminada, segundo a literatura do período.
Orientações e uso adequado
O tratamento deve ser individualizado e indicado para adultos com diagnóstico de insônia. O lemborexante pode provocar sonolência diurna, fadiga, sonhos vívidos e paralisia do sono, sobretudo com álcool ou depressoras do SNC.
O uso requer acompanhamento médico, com avaliação regular de benefício, efeitos adversos e necessidade de continuidade ou retirada do medicamento. A insônia é dinâmica e pode variar ao longo da vida, com possibilidade de descontinuação em alguns casos.
Estilo de vida e tratamentos complementares
A insônia afeta cerca de 16% da população, segundo revisão de 2025. Fatores como luz artificial, horas de tela, estresse e atividade física influenciam o sono, reforçando a importância de hábitos saudáveis.
Quando indicado, o tratamento medicamentoso pode andar junto com abordagens como a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I). A TCC-I, inclusive, pode ser realizada online com bons resultados.
A prática de higiene do sono inclui evitar uso de celulares na cama, reduzir ruídos e luminosidade, manter ambiente adequado e evitar cafeína perto da hora de dormir. O manejo combinado facilita a recuperação do sono ao longo do tempo.
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