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Hospitais franceses entram em alerta com alta de pacientes por calor

França antecipa alta de atendimentos nos prontos-socorros por onda de calor, com chamadas entre 20% e 30% e risco de descompensação nos próximos dias

Uma mulher com um leque na Praça du Trocadéro, perto da Torre Eiffel, enquanto as temperaturas aumentam em Paris durante uma segunda onda de calor que afeta grande parte da França, em 20 de junho de 2026.
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Hospitais franceses entram em alerta diante da onda de calor, com aumento de chamadas de emergência e expectativa de maior procura por atendimentos nos prontos-socorros nos próximos dias. Aza de calor pressiona serviços médicos e exige organização rápida das equipes.

A ministra da Saúde, Stéphanie Rist, afirmou em entrevista à Rádio Ici que as chamadas à linha de emergência subiram entre 20% e 30%, conforme a região. Nem todas as ligações resultam em hospitalização; muitas orientam pacientes ou acionam equipes móveis.

O serviço Samu-SAS, que reúne especialistas em emergências e médicos da atenção básica, tem conseguido gerenciar o fluxo e proteger os prontos-socorros, segundo o professor Louis Soulat, dirigente de Rennes e integrante do SUDF. A estratégia prioriza atendimento hospitalar urgente.

Até hoje, não houve aumento expressivo no atendimento de pessoas com mais de 75 anos, segundo Soulat, mas o risco de sobrecarga tende a crescer nos próximos dias. Especialistas alertam para descompensações psiquiátricas, diabetes, cardíacas e renais a partir de terça ou quarta-feira.

Na região de Paris, a AP-HP informou que os serviços de emergência estão organizados e mobilizados para receber pacientes. A instituição atua como administradora dos hospitais públicos da capital francesa.

Recordes de temperatura passaram a preocupar autoridades nesta segunda, com a França registrando a maior temperatura média de junho, 29,2°C, segundo o instituto meteorológico. Cidades como Rennes, Angers e Bordeaux chegaram a mais de 40°C.

No fim de semana, crianças de 2 e 4 anos foram encontradas mortas em um carro estacionado em Carpentras, no sul, sob investigação que aponta para calor extremo como hipótese principal. A promotora local citou a onda de calor como fator provável.

Autoridades indicam que cerca de 38,8 milhões de pessoas vivem em 54 departamentos com alerta vermelho para calor, conforme estimativas da AFP com dados da Météo-France. Mais de 90% da população pode estar sob alerta laranja ou vermelho.

Um estudo científico divulgado hoje associa a gravidade da onda de calor à crise climática causada pela atividade humana. Sem esse fator, pesquisadores estimam temperaturas entre 2°C e 4°C mais baixas em média.

Com AFP

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