A partir de 3 de agosto, o SUS volta a aplicar duas doses de reforço da vacina contra a poliomielite, mantendo apenas o formato injetável. A mudança envolve crianças de 4 anos, que receberão uma dose adicional.
O esquema passa a ter 3 doses na infância (2, 4 e 6 meses) para proteção básica, seguidas de dois reforços aos 15 meses e aos 4 anos. A vacina inativada injetável é obrigatória nessas 5 aplicações.
A decisão ocorreu após reunião da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e foi divulgada pelo PNI em nota técnica. A medida entra em vigor em 3 de agosto.
Segundo a especialista Isabela Ballalai, da SBI, o reforço é necessário porque a proteção cai com o tempo. Doses adicionais mantêm o nível de defesa.
A pólio está controlada no Brasil, porém surtos existem em outros países. Ballalai afirma que o padrão da OMS recomenda dois reforços para manter a proteção.
A vacinação é priorizada para menores de 5 anos, grupo com maior risco de quadros graves. Em situações de surto, adultos também podem ser vacinados.
O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos e possui certificação de área livre desde 1994. Mesmo assim, a imunização continua fundamental para evitar reintrodução.
Historicamente, entre 1968 e 1989, o país teve mais de 26 mil infecções. A poliomielite pode causar paralisia e morte, motivo pelo qual a imunização é crucial.
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