O estreitamento das artérias carótidas, localizadas no pescoço, pode sinalizar risco de acidente vascular cerebral e indicar aterosclerose em outras regiões do corpo. Esses vasos levam sangue rico em oxigênio ao cérebro.
Placas de gordura e cálcio crônicas reduzem o fluxo sanguíneo, muitas vezes sem sintomas. Quando há alterações nas carótidas, o diagnóstico sugere risco aumentado para o coração, membros e circulação cerebral.
Segundo o cirurgião vascular Celso Ricardo Bregalda Neves, as carótidas funcionam como uma janela da saúde vascular do organismo. A detecção alerta para doenças que afetam o sistema circulatório como um todo.
Causas e sinais
A principal causa é a aterosclerose, acúmulo de colesterol, cálcio e tecido fibroso na parede arterial. Em parte dos casos, o estreitamento progride sem sintomas até o first evento cardioencefálico.
Entre os sinais de alerta, estão ataques isquêmicos transitórios antes do AVC, como perda de visão, fala prejudicada, fraqueza em um lado do corpo e desvio da boca. Episódios súbitos exigem avaliação médica imediata.
A tontura isoladamente costuma não ter relação direta com alterações carotídeas; pode ter origem vestibular ou outras condições. Quando ligada a alterações vasculares, costuma aparecer com outros sintomas neurológicos.
Fatores de risco
Entre os principais fatores estão idade superior a 60 anos, hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, doença coronariana e histórico familiar de aterosclerose precoce. O conjunto desses fatores aumenta o risco.
Mesmo indivíduos magros podem apresentar doença carotídea por fatores genéticos ou envelhecimento. A aparência física nem sempre reflete a saúde das artérias.
Diagnóstico e tratamento
O ultrassom Doppler é o exame-chave para avaliar as carótidas. O método é não invasivo, indolor e identifica placas, além de medir o estreitamento e orientar o tratamento.
O manejo clínico envolve controle rigoroso da pressão, diabetes e colesterol, cessação do tabagismo, atividades físicas e acompanhamento médico. Em casos graves, pode haver endarterectomia ou angioplastia com stent.
Perspectiva
A detecção precoce reduz significativamente o risco de complicações decorrentes do AVC. A prevenção, com mudanças de estilo de vida e tratamento adequado, é mais eficaz do que intervenções após o evento.
Por Elenice Cóstola
Fonte: cobertura jornalística do Portal Tela.
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