Na alfândega do porto de São Petersburgo, uma caixa de madeira, que parecia conter apenas uma estatueta de jardim, foi aberta durante uma inspeção de rotina. O objetivo era verificar a origem e o valor declarado do conteúdo, que levantou suspeitas entre os agentes.
Ao ser examinada, a caixa revelou uma grande rocha cinza. A análise forense confirmou que o fragmento é proveniente do meteorito Aletai, encontrado em 1898 no noroeste da China. O valor estimado da peça é de 323 milhões de rublos, cerca de 22,3 milhões de reais.
Essa amostra é considerada extremamente valiosa para colecionadores, sobretudo por pertencer a um grupo químico raro, o IIIE-an, com concentrações incomuns de ouro, cobalto e irídio. A posse, comércio ou subtração desse material pode ter desdobramentos legais significativos.
O caso destaca riscos de contrabando de objetos espaciais: caso a amostra seja vendida a um colecionador particular, há chance de sumir do mercado legal. A natureza rara do meteorito Aletai torna a operação particularmente sensível para autoridades e especialistas.
Fontes da investigação indicam que a operação envolveu atividades de trânsito internacional de bens de alto valor. A polícia federal brasileira e autoridades russas não divulgaram detalhes adicionais neste momento. A apuração continua para esclarecer origens e trajetos da peça.
Entre na conversa da comunidade