O Colossal Biosciences, em parceria com o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA (FWS), planeja criar um repositório nacional de material genético de espécies ameaçadas e sob proteção. O projeto envolve coleta de células, tecidos reprodutivos e DNA de mais de 2.300 espécies, com amostras criopreservadas no laboratório da Colossal em Dallas e cópias duplicadas distribuídas pelo país.
O objetivo é sequenciar o material e disponibilizar os dados para pesquisadores e conservacionistas. O governo federal terá a propriedade das amostras, segundo o acordo com o FWS. A Colossal também fornecerá kits de coleta para facilitar a obtenção de sangue, pele e outros tecidos em campo. A coleta já teria começado, segundo a empresa.
O anúncio ocorre em meio a movimentos do governo para enfraquecer proteções da Lei de Espécies Ameaçadas (ESA). O Departamento do Interior aponta mudanças para considerar fatores econômicos e de segurança nacional na definição de habitats protegidos, além de eliminar regras que tratam ameaçadas e em perigo de forma idêntica. Tais propostas geram críticas de grupos ambientais.
Especialistas veem o projeto como uma resposta tecnológica às políticas de conservação, mas divergem sobre a prioridade de preservar habitats naturais. O diretor de espécies ameaçadas da Center for Biological Diversity afirma que a iniciativa pode soar como esforço de resgate apenas quando falhas forem evidentes na recuperação natural.
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