No mês passado, circularam nas redes sociais relatos sobre uma égua prenhe chamada Amora que caiu dentro de uma cisterna do sistema de abastecimento da região metropolitana de Belo Horizonte. Equipes da Companhia de Saneamento atuaram, retiraram o animal após 24 horas e o abastecimento foi retomado após sanitização e desinfecção da rede, com testes que reafirmaram a qualidade da água.
Segundo a companhia, o incidente foi resolvido com a recuperação do serviço de água e a conclusão de procedimentos de limpeza. O episódio levou em conta padrões de sanitização e verificação laboratorial para assegurar a potabilidade. Não houve confirmação de danos ao abastecimento após a remoção.
Contaminação por resíduos farmacológicos
Entretanto, o texto alerta para uma contaminação que, em tese, não seria removida pelos traçados do tratamento convencional. O processo típico utiliza sulfato de alumínio, cal, cloro, decantação, filtração, desinfecção e fluoretação, mas pode não eliminar certos resíduos farmacológicos presentes em corpos hídricos.
A proposição é que resíduos de medicamentos chegam aos rios e lagos por via de urina, fezes e descarte em pias e vasos sanitários. A remoção exigiria técnicas mais avançadas, com alto custo e em desenvolvimento, conforme citações de estudos vinculados à USP.
Descarte de fármacos abortivos e ações regulatórias
O texto também aborda o tema do descarte de fármacos abortivos. Nos EUA, procuradores de 14 estados enviaram à EPA pedidos para monitorar a contaminação por mifepristona, medicamento abortivo, citando preocupações com o impacto ambiental. A reportagem menciona que metabólitos do fármaco podem permanecer ativos no ambiente.
No Brasil, o documento aponta o uso de misoprostol como similar, com controles estritos, e relatos de tentativas de ampliar a venda em farmácias e de teleaborto, o que, segundo o texto, geraria riscos de saúde e impactos ambientais. O texto ainda aponta tráfico de medicamentos abortivos por canais digitais e a necessidade de repressão a tais atividades.
O artigo defende que soluções técnicas, como as estudadas pela USP, devem ser financiadas pela indústria farmacêutica para reduzir impactos no abastecimento. Também sinaliza a necessidade de atuação policial para coibir práticas ilegais relacionadas ao tema.
Amora, a égua citada, estava com cinco meses de gestação. O filhote não sobreviveu. O texto encerra defendendo que a proteção de bebês e a higiene das águas dependem de ações técnicas, regulatórias e repressivas, sem emitir julgamentos.
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