A murta, planta ornamental comum em jardins urbanos, passa a representar risco fitossanitário para lavouras de laranja, limão e outras frutas cítricas. O alerta envolve produtores e órgãos de defesa agropecuária, com foco na disseminação do greening.
O principal problema é que a murta serve como hospedeira do psilídeo Diaphorina citri, vetor da doença Huanglongbing. O inseto se alimenta da seiva de ambas as plantas e pode transferir a bactéria causadora da enfermidade.
O greening é hoje um dos maiores desafios da citricultura mundial. A doença afeta o sistema vascular, causa folhas amareladas, frutos deformados e queda de frutos, podendo levar à morte da árvore sem tratamento.
Nesse cenário, a murta funciona como reservatório para o vetor e a bactéria, contribuindo para focos de infecção próximos a pomares. O uso da planta como cerca viva facilita a reprodução do inseto.
Ações de monitoramento urbano complicam o controle. Enquanto pomares recebem fiscalização, jardins residenciais costumam ficar sem inspeção técnica, mantendo ciclos de reinfecção em áreas próximas.
Medidas de controle e ações legais
Órgãos de defesa agropecuária e instituições de pesquisa recomendam ou obrigam a eliminação da murta em regiões citrícolas. Em estados e municípios, há restrições de plantio, transporte e comércio da espécie, com erradicação exigida perto de áreas de produção quando necessário.
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