Duas celebridades brasileiras revelaram gravidez aos 40 e aos 44 anos, levantando a questão sobre alimentação e fertilidade nessa faixa etária. O tema ganhou destaque após os anunciados casos de Sabrina Sato e Gisele Bündchen, discutidos por especialistas.
Especialistas apontam que a fertilidade não cai de forma abrupta após os 40, mas diminui gradualmente. A alimentação, dentro do que é possível ao corpo, pode apoiar esse processo ao longo de meses, especialmente antes da concepção.
A reserva ovariana é menor com o tempo, e a qualidade dos óvulos também se reduz, sobretudo após os 35. O texto científico indica que o que ocorre nos três meses anteriores influencia a qualidade do óvulo que ovula.
Alimentos e fertilidade
Dieta com foco em antioxidantes e efeito anti-inflamatório tende a melhorar parâmetros reprodutivos, enquanto acúmulo de gordura saturada e açúcar pode dificultar a fertilidade.
Antioxidantes são o principal grupo citado. Frutas vermelhas e vegetais coloridos ajudam a neutralizar radicais livres que afetam o DNA dos óvulos. Vitamina C, vitamina E, ácido fólico, ômega-3 e vitamina D aparecem como aliados.
Entre os nutrientes, o ômega-3 favorece a fluidez de membranas e o equilíbrio inflamatório, com fontes em peixes de água fria, chia, linhaça e nozes. A vitamina D aparece com papel direto na função ovariana.
O ácido fólico é essencial para divisão celular, antes e durante a gravidez. Minerais como zinco, selênio protegem contra estresse oxidativo, e o ferro se relaciona à ovulação e ao metabolismo do ovário.
Planejamento e impacto
Nenhum alimento, isoladamente, reverte o relógio biológico. Um padrão alimentar de qualidade, mantido de forma consistente, cria condições mais propícias para amadurecer os óvulos disponíveis.
Especialistas sugerem iniciar o planejamento alimentar com pelo menos três meses de antecedência, tempo de maturação do óvulo. Assim, estilo de vida, alimentação e acompanhamento médico são fatores somados.
Os casos de Sabrina Sato e Gisele Bündchen ajudam a entender que a biologia não é destino fixo. A conjunção de hábitos saudáveis, alimentação balanceada e orientação médica pode ampliar as chances de gravidez nessa faixa etária.
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