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Enóloga americana aprimora legado dos vinhos de Long Island

Enóloga americana Marin Brennan refina o legado da Bedell e Core Creek, unindo tradição e mínima intervenção para ampliar o terroir de Long Island

Marin Brennan, enóloga-chefe da Bedell Cellars e da Corey Creek
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Marin Brennan atua como enóloga-chefe nas vinícolas Bedell Cellars e Corey Creek Tap Room, em Long Island, e lidera uma linha de preservação da tradição local aliada a técnicas de mínima intervenção. Seu trabalho se destaca na sala de degustação e nos vinhedos, sem buscar holofotes.

A insistência de Brennan é que o vinho fale por si. Caminhando entre as parreiras com River, seu cão de pastoreio, ela observa cada detalhe que compõe uma garrafa, destacando que a produção exige paciência, disciplina e trabalho coletivo.

Sua abordagem equilibra tradição e inovação. Na Bedell, foca em vinhos de identidade local com precisão e consistência, enquanto na Corey Creek desenvolve lotes experimentais menores, explorando fermentações diferentes e novas formas de expressão varietal.

Na Corey Creek, Brennan afirma ter maior liberdade para explorar a enologia de forma experimental, sempre com frutos de qualidade e atenção aos detalhes. A prática permite testar métodos de fermentação, recipientes de envelhecimento e intervenções mínimas.

A ideia é revelar o terroir de Long Island com uma assinatura própria. Um exemplo é o White Cabernet Franc, que usa uva tradicional para propor algo novo, e o Coquillage, que envelhece sobre conchas marinhas recolhidas pela própria enóloga, trazendo mineralidade marítima.

Para Brennan, as vinhas de Long Island moldaram sua identidade profissional. Embora tenha contribuído com a Bedell por anos, o programa de pequenos lotes da Corey Creek ampliou o espaço para experimentar, assumir riscos e evoluir seu estilo.

Sob a gestão integrada, Bedell segue a linha tradicional, mantendo o foco nas características regionais por meio de cultivo sustentável, uvas próprias e vinificação que respeita o clima e o solo local. A ideia é manter o legado de alto padrão.

A prática anual na colheita envolve a produção de leveduras nativas com elementos coletados na região, como flores e conchas. Esse processo busca alinhar vinificação ao ecossistema local e à safra, mantendo a expressão do terroir.

Para Brennan, o objetivo é que cada safra revele as nuances do vinhedo, usando diferentes tanques e sistemas de maturação para valorizar as singularidades de Long Island. O resultado é uma linha de vinhos que preserva identidade e qualidade.

Além disso, a enóloga ressaltou a evolução do Sparkling Rosé da Bedell, que passou a incorporar a Malbec em seu perfil, fruto das experiências em Corey Creek. O caminho segue firme: aperfeiçoar, sem transformar radicalmente, o portfólio da casa.

O que vem pela frente, segundo Brennan, é prosseguir com refinamentos planejados que elevem a expressão do vinhedo e o equilíbrio dos lotes, mantendo o legado de Long Island sem abrir mão da inovação controlada.

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