A dieta DASH, criada para ajudar no controle da pressão arterial, mostrou ser o padrão alimentar mais associado à proteção cerebral em um estudo realizado por pesquisadores de Harvard. A análise, publicada na revista JAMA Neurology em 23 de fevereiro, acompanhou mais de 159 mil pessoas por cerca de 30 anos.
Os pesquisadores avaliaram seis padrões alimentares e encontraram que todos apresentaram relação com melhor saúde cognitiva, mas a DASH teve resultados mais consistentes e superiores aos demais, inclusive em comparação com a dieta mediterrânea. O estudo é observacional, ou seja, identifica associações, não prova causalidade.
Entre os participantes mais fiéis à DASH, a probabilidade de declínio cognitivo foi 41% menor do que entre os que menos seguiram o padrão. Outras dietas também reduziram o risco, mas em menor intensidade. A adesão à DASH também se correlacionou com desempenho cognitivo mais jovem em testes específicos.
Detalhes do estudo
O estudo acompanhou 159.347 participantes que relataram hábitos alimentares a cada quatro anos. A DASH prioriza frutas, verduras, grãos integrais, feijões, castanhas e laticínios com baixo teor de gordura, além de peixe e aves, com redução de sal, carnes vermelhas, ultraprocessados, doces e bebidas açucaradas.
Os autores ressaltam que os benefícios foram mais evidentes entre quem manteve o padrão desde a meia-idade, sugerindo importância de hábitos ao longo da vida para a proteção cognitiva. A dieta DASH já era associada à saúde cardiovascular, o que pode contribuir para o envelhecimento cerebral.
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