O Rio Grande do Sul começa a sentir neste sábado 27 o primeiro episódio de chuva volumosa ligado ao El Niño de 2026. A mudança ocorre após uma semana de temperaturas negativas em várias regiões, com nebulosidade aumentando ao longo do dia e previsão de chuva entre a noite de sábado e os dias seguintes, principalmente no Oeste, Noroeste, Centro e Norte do estado.
A MetSul Meteorologia destaca que este é o primeiro evento expressivo de chuva associado ao atual El Niño. Os modelos indicam maiores acumulados no Noroeste e Norte gaúcho, além de áreas de Santa Catarina e Paraná, com volumes superiores a 100 mm em poucos dias e pontos isolados entre 150 e 200 mm.
No domingo (28) a chuva deve alcançar quase todo o território gaúcho, devido a uma área de baixa pressão. Segunda-feira (29) traz frente fria associada a um ciclone em alto-mar, deslocando a instabilidade para Santa Catarina e Paraná, com melhora temporária no RS e avanço de ar mais seco e frio.
A partir de terça (30), um bloqueio atmosférico pode impedir o avanço completo da frente, mantendo chuva em parte do Rio Grande do Sul, especialmente na Metade Norte. Na quarta (1º), a previsão indica nova intensificação da instabilidade, com temporais, raios, ventos fortes e possível granizo.
A mudança climática vem depois de dias de frio intenso. Na sexta-feira (26), 45 municípios registraram temperaturas negativas, com Soledade atingindo -5,7°C, a segunda menor marca do ano no estado. Desde meados de junho, o estado acumula subzero contínuo, contrastando com a chegada da umidade prevista pelo El Niño.
Especialistas explicam que, embora chuvas abundantes ocorram no inverno, o padrão para os próximos dias é típico de El Niño. O choque entre ar frio sobre a Argentina e ar quente no Brasil, aliado ao bloqueio, sustenta as instabilidades na região e eleva o potencial de chuva acima da média.
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