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Atividades artísticas e culturais ajudam a retardar envelhecimento biológico

Projeto Bacanidade leva idosos a museu; estudo britânico aponta que atividades culturais retardam envelhecimento biológico, com ganho maior na frequência semanal

Projeto Bacanidade, da Prefeitura do Rio de Janeiro, leva idosos para atividades culturais
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O projeto Bacanidade, da Prefeitura do Rio de Janeiro, levou 35 idosos da Casa de Convivência Carmen Miranda, na Penha, a uma visita ao Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá. A saída ocorreu no último dia 11, teve início no mirante do MAR e durou cerca de uma hora e meia.

Na excursão, as participantes, entre elas a aposentada Sandra Costa de 63 anos, aproveitaram o passeio para registrar momentos com selfies e vídeos. Mesmo com histórico de AVC, ela destaca os benefícios das visitas culturais para a saúde física e mental, além da alegria de estar com o grupo.

Durante a visita, as idosas ainda cantaram uma cantiga de roda junto a uma obra exposta e posaram para fotos diante de uma tela de No Martins. Estímulos culturais como esse são vistos por elas como válidos para melhorar o bem‑estar geral.

Pesquisadores destacam que atividades artísticas e culturais ajudam a retardar o envelhecimento biológico. Estudos mostram que quem participa mensalmente de atividades culturais envelhece até 3% mais lentamente, e semanalmente, até 4%.

A psicóloga Selma Ciornai ressalta que manter uma rotina semanal de lazer contribui para a saúde física e mental, o que favorece a capacidade de cuidar de si mesmo e dos outros. Diversidade de atividades também é citada como diferencial no benefício.

Além do MAR, moradores do Rio frequentam outros espaços culturais e de lazer, reforçando o papel de atividades culturais na promoção da qualidade de vida. O secretário municipal de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida aponta que investir em saúde vai além de consultas médicas.

Estudos internacionais, como os do Trinity College Dublin, indicam que tocar instrumentos, dançar e até jogar videogame ajudam a manter o cérebro ativo. Especialistas destacam que tanto atividades participativas quanto receptivas exercitam o cérebro, evocando emoções e fortalecendo memória.

No Brasil, pesquisas da Fiocruz já associam participação em grupos de convivência a melhor convivência social, autonomia preservada e redução da solidão na terceira idade. Profissionais da área ressaltam que saúde envolve bem-estar emocional, hábitos saudáveis e adesão a tratamentos.

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