O Brasil registrou um aumento significativo nos atendimentos por queimaduras entre 2024 e 2025. Foram 39.341 novos casos, equivalentes a 16,1% de acréscimo, segundo o Ministério da Saúde. O crescimento ocorre em meio ao inverno e às festas juninas, períodos de maior exposição a fogueiras e líquidos quentes.
Em 2024, o total de atendimentos ambulatoriais por queimaduras foi de 244.180. Em 2025, subiu para 283.521. Os números indicam uma elevação expressiva no período, com necessidade de orientação sobre primeiros socorros e prevenção.
Como agir na hora
Para reduzir a dor, interrompa o contato com a fonte de calor e resfrie a área com água corrente em temperatura ambiente por cerca de 20 minutos. Retire anéis, relógios e itens que possam comprimir a região.
Evite receitas caseiras como creme dental, manteiga ou óleo, que podem piorar a lesão e aumentar o risco de infecção. Não aplique gelo direto na queimadura, pois pode haver dano aos tecidos já danificados.
Quando procurar ajuda médica
Caso a queimadura seja extensa, tenha bolhas grandes ou envolva áreas sensíveis como face, mãos, pés, genitais ou articulações, busque atendimento médico imediatamente. Queimaduras provocadas por eletricidade, produtos químicos ou inalação de fumaça também exigem avaliação urgente.
Mesmo com aparência pequena, lesões associadas à inalação de fumaça ou a sinais de piora devem ser avaliadas por profissionais. A orientação é buscar pronto atendimento se houver dúvidas sobre a gravidade.
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