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Nem todos os vinhos são veganos, aponta pesquisa

Nem todo vinho é vegano: a clarificação pode usar proteína de origem animal, mas existem alternativas vegetais, como bentonita

Garrafas de vinho escuras, com rótulos e tampas prateadas, alinhadas horizontalmente em uma adega escura, com pontos de luz desfocados ao fundo.
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O vinho passa por um processo de clarificação após fermentação e antes de ir para a garrafa. Esse passo retira impurezas e sólidos, evitando que a bebida fique turva como suco.

Para clarificar, costumam-se usar agentes de origem animal, como albumina, caseína e gelatinas de bexiga natatória de peixes. Eles se ligam às substâncias indesejáveis e formam aglutinados que são retirados posteriormente.

Esse uso pode tornar alguns vinhos não veganos, se houver sabor ou textura alterados pelo processo. A dosagem precisa evitar que aromas se percam ou que a acidez e os taninos se desequilibrem.

Como o vinho pode ser vegano

Para produzir vinho vegano, há métodos que substituem agentes animais por técnicas de filtragem, resfriamento ou por agentes de origem vegetal. A bentonita, uma argila de origem vulcânica, é uma das opções mais comuns.

Outras informações sobre alimentos

Alguns alimentos podem não ser veganos por causas distintas. Por exemplo, a cera aplicada em maçãs pode ter origem animal para conservar a fruta. Quanto ao colorante vermelho, o carmim é extraído de insetos.

Observação sobre referências

As informações são baseadas em dados do enólogo Gilberto Simonaggio, do time técnico da Miolo Wine Group.

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