Ao longo de 12 anos, pesquisadores analisaram dados de 179.508 participantes do UK Biobank. O estudo, publicado em janeiro no Canadian Medical Association Journal, relaciona a Dieta Planetária, ou EAT-Lancet, à menor incidência de doença renal crônica.
Os autores são da Universidade Médica do Sul, na China, e investigaram a adesão a esse padrão alimentar rico em hortaliças, frutas, grãos integrais e leguminosas. O objetivo foi avaliar o impacto na saúde renal.
Segundo os resultados, maior alinhamento com a dieta planetária corresponde a menor probabilidade de DRC, que envolve danos na função de filtração dos rins. Marcadores sanguíneos indicaram redução de inflamação e de estresse oxidativo.
Dieta protetora
A dieta planetária é apontada como modelo sustentável, criada em 2019 por uma comissão internacional. A redução de carne vermelha é destacada por seus efeitos ambientais e de saúde. Vegetais, grãos integrais, feijões e castanhas aparecem como bases.
Especialistas destacam adaptação brasileira, com uso de espécies nativas e feijão na alimentação. A ideia é equilíbrio, sem excluir grupos alimentares. A proposta enfatiza proteínas de origem vegetal e moderação de açúcares.
Cuidado com os excessos
Reduzir carne diminui gordura saturada, toxinas urêmicas e fósforo, benefícios potenciais para os rins. Contudo, consumo excessivo de proteína pode elevar a pressão renal ao longo do tempo. Dieta deve ser ajustada a cada paciente.
Também é recomendado dosar potássio, fósforo e sódio. Excesso de sal e açúcar pode contribuir para hipertensão e resistência à insulina, agravando riscos renais. Hidratação adequada é fundamental para evitar cálculos.
Texto escrito por Regina Célia Pereira, da Agência Einstein
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