O El Niño deve se intensificar entre julho e setembro, chegando a um episódio forte, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A previsão aponta aumento de ondas de calor, secas e chuvas intensas em várias regiões do mundo. A adesão da ONU reforça a necessidade de monitoramento contínuo.
Condições já indicam um El Niño em evolução no Pacífico tropical. A OMM ressalta que as anomalias de temperatura da superfície do mar devem superar 2ºC em áreas cruciais, elevando a probabilidade de eventos extremos. A expectativa é de continuidade do aumento de força de setembro a novembro.
A NOAA confirmou, em 11 de junho, que o fenômeno começou em maio, complementando a atualização da OMM publicada anteriormente. A previsão reforça o cenário de episódio forte entre julho e setembro, com nível estimado em três na escala de quatro.
Impactos previstos
O documento da OMM alerta para mais secas e chuvas intensas, além de ondas de calor em áreas terrestres e marinhas. Prognostica-se aumento de precipitações acima da média em grande parte dos continentes, com variações regionais relevantes.
Segundo a previsão, haverá aquecimento acentuado das temperaturas oceânicas no centro e leste do Pacífico. OBO objetivo é usar modelos consistentes para confirmar cenários de período alto entre setembro e novembro, mantendo alta confiança nas projeções. A probabilidade de condições muito acima da média permanece elevada.
Situação na América do Sul e eventos recentes
O Peru já adotou medidas, com quase 800 municípios em estado de emergência por risco de chuvas intensas. Mais de 9,3 milhões de pessoas estão expostas a alto risco de inundações e deslizamentos, segundo Cenepred. O país se prepara para enfrentar impactos locais.
O último ciclo de El Niño, entre 2023 e 2024, contribuiu para recordes de calor mundiais, influenciando dois dos anos mais quentes já registrados. As autoridades ressaltam a importância de sistemas de alerta precoce e ações de adaptação para reduzir danos.
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