O que acontece: um estudo publicado no BMJ avaliou se a suplementação de cálcio e vitamina D, isolada ou em combinação, reduz quedas e fraturas em adultos. A revisão envolveu 69 ensaios com quase 154 mil participantes e concluiu que os benefícios são, em grande parte, mínimos.
Quem está envolvido: pesquisadores que conduziram a revisão de dados de estudos clínicos publicados ao longo de décadas e que compararam vitamina D isolada, cálcio isolado ou a combinação com placebo.
Quando e onde ocorreu: a análise considerou trabalhos publicados entre 2014 e fevereiro de 2025. O estudo revisou dados de fontes em três bases e não se restringiu a um país específico, mantendo foco global.
Por que isso importa: a suplementação tem sido amplamente recomendada para prevenir quedas e fraturas em idosos, incluindo residentes de instituições de longa permanência, com impacto econômico relevante em alguns países.
Detalhes adicionais: os resultados indicam pouco ou nenhum efeito das intervenções sobre desfechos de fraturas e quedas, com nível de evidência variando de moderado a alto. A exceção pode ocorrer em pacientes com distúrbios ósseos específicos.
Custos e implicações: os autores destacam que o aumento de prescrições de cálcio e vitamina D elevou custos em diversos países, citando o Reino Unido, onde gastos passaram de 13 milhões de libras em 2001 para 111 milhões em 2021.
Contexto e recomendações: embora não haja necessidade geral de suplementação para prevenção de quedas ou fraturas, não é possível generalizar os resultados para todos os pacientes. Pesquisas adicionais são pedidas, incluindo dieta, revisão de medicamentos e inclusão de hábitos saudáveis.
O que vem a seguir: os pesquisadores sugerem maior investigação de estratégias não farmacológicas e da combinação de intervenções para reduzir o risco de fraturas, além de exercícios físicos e tratamentos para osteoporose.
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