O movimento do El Niño já está em curso no Pacífico tropical, com aumento recente da temperatura das águas. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicou que o fenômeno deve se fortalecer rapidamente e alcançar nível forte entre julho e setembro, com pico entre novembro e fevereiro.
Nesta sexta-feira, 3 de julho, a OMM reforçou que haverá continuidade do aquecimento até o outono no hemisfério norte, projetando influência em várias regiões do mundo. A bacia equatorial do Oceano Atlântico deve permanecer mais quente que a média.
A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que o El Niño eleva o risco de secas e de chuvas intensas, além de ondas de calor em áreas continentais e oceânicas. Foi anunciada uma mobilização para apoiar governos, organizações humanitárias e setores sensíveis ao clima.
Segundo especialistas, o fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Pacífico. Em termos regionais, o Brasil pode ter chuvas fortes na região Sul e maior déficit no Nordeste, conforme contextos passados de El Niño.
A OMM classifica os eventos de El Niño em fracos, moderados, fortes e muito fortes. O termo super El Niño não integra a classificação oficial nem é utilizado em seus produtos.
Desde 2006, séries de El Niño vêm alterando o clima global, em um planeta já mais aquecido pela mudança climática. Mesmo com intensidade baixa, os impactos costumam ampliar extremos climáticos.
- O organismo reforçou que a previsão segue sujeita a novas variações de intensidade e duração, com possibilidade de ajustes nas próximas semanas.
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