A pesquisadora Gláucia Silva, da UFRN, acusa um professor da UMH, na Espanha, de plagiar sua metodologia para ensino de botânica usando videoclipes de Taylor Swift. Alega que a prática foi criada em 2020 e apresentada publicamente em Madri, 2024, antes de qualquer contato com o docente.
Gláucia afirma que consolidou o método antes do encontro com Joaquín Moreno e que o professor assistiu à sua apresentação no mesmo evento. Ela publicou artigo na Annals of Botany, em 2025, consolidando a metodologia.
A denúncia ganhou contornos após a publicação de um capítulo de livro na Espanha que reproduziu a mesma abordagem, segundo a brasileira. Ela descreve tentativa de retratação e mantém a possibilidade de buscar reparação judicial.
Versões oficiais e desdobramentos
A UMH sustenta que não houve plágio. Relatório do Comitê de Ética e Integridade em Pesquisa afirma que Moreno realizou pesquisa independente com 35 estudantes, dados próprios e sem reproduzir trabalho de Gláucia.
A universidade afirma ainda que houve reconhecimento do trabalho anterior ao publicar o capítulo, citando apenas o Congresso de 2024. A editora Octaedro foi informada e abriu revisão interna sobre a atribuição.
Gláucia afirma ter tentado resolver o caso amistosamente antes de recorrer à Justiça. Ela contratou escritório de propriedade intelectual e lançou campanha de arrecadação para cobrir custos de uma possível ação internacional.
Impactos e próximos passos
A pesquisadora relata ansiedade e desgaste emocional, além de dificuldades acadêmicas. A UMH diz que Gláucia não participou da apuração interna, e que as informações foram analisadas com base na documentação do professor.
A editora Octaedro informou que está avaliando o caso e não antecipará conclusões. A reportagem não encontrou respostas do professor Joaquín Moreno. O texto seguirá com atualizações caso haja novo desdobramento.
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