Um grupo internacional de cientistas identificou DNA humano de pelo menos 2.000 anos em cavernas da Espanha e de Portugal. A descoberta, publicada na revista Nature, mostra que paredes rochosas podem preservar material genético por milhares de anos. O estudo é ligado ao projeto First Art.
A equipe analisou 24 painéis de arte rupestre distribuídos em 11 cavernas diferentes, incluindo a caverna de Altamira, na Espanha. Os pesquisadores fizeram extração de pigmentos, de paredes com e sem pigmentação, e de sedimentos, ossos e uma ferramenta pré-histórica.
Metodologia e Localização
Cientistas utilizaram técnicas modernas de extração e sequenciamento genético para recuperar DNA de amostras de calcária pigmentada e de áreas não pigmentadas. Foram encontrados vestígios biológicos na caverna do Covarón (Espanha) e na do Escoural (Portugal).
Resultados e Implicações
O DNA preservado tem antiguidade mínima de cerca de 2.000 anos. Em alguns sítios, entradas foram fechadas por desmoronamentos há mais de 4.000 anos, sugerindo que vestígios podem ser ainda mais antigos. Três amostras pertencem a mulheres, uma a um homem e outra não foi identificada com precisão.
Observações dos pesquisadores
Os autores destacam que não é possível ligar diretamente o DNA aos artistas das pinturas. A preservação em paredes de cavernas abre a possibilidade de estudar populações antigas com métodos minimamente invasivos, ampliando o acesso a dados genéticos pré-históricos.
Entre na conversa da comunidade