O governo do Japão anunciou um plano de monitoramento ampliado de ursos após o aumento de ataques nos últimos anos. Mais de 800 câmeras deverão ser instaladas em áreas montanhosas para acompanhar a distribuição e o comportamento dos ursos no país.
A primeira etapa priorizará seis grandes populações de ursos próximas a Tohoku, no norte. Depois, o sistema será expandido para outras regiões ao longo de quatro anos, conforme o Ministério do Meio Ambiente.
Paralelamente, equipes instalaram recipientes com mel e vinho em pontos estratégicos para facilitar o registro dos animais pelas câmeras, segundo autoridades. A prática visa padronizar dados entre comunidades.
Motivações e contexto
Especialistas apontam que o aumento de encontros entre humanos e ursos deve-se a mudanças climáticas, que reduzem alimentos naturais, e ao esvaziamento de áreas rurais, elevando a convivência com os animais.
Entre abril e início de junho, foram registradas ao menos cinco mortes por ataques na região de Tohoku. A sexta vítima permanece sob investigação. Em 2025, o Japão teve 13 fatalidades nesse tipo de ocorrência.
Em Utsunomiya, ao norte de Tóquio, 94 escolas suspenderam as aulas no início de junho após avistamentos de um urso em áreas residenciais, parques e vias públicas. Autoridades orientaram a população a permanecer em locais seguros.
A população de ursos-negros asiáticos no país aumentou desde 2012, com estudos indicando trilplas no total devido à menor caça. As informações são fornecidas pelo Ministério do Meio Ambiente.
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