O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reforçou o monitoramento do consumo de energia para o próximo domingo, quando a Seleção Brasileira enfrenta a Noruega nas oitavas da Copa do Mundo. O monitoramento visa manter o equilíbrio do Sistema Interligado Nacional (SIN diante de picos de geração renovável e quedas de demanda durante os jogos).
A decisão ocorre após um corte de cerca de 20 GW na geração eólica e solar durante Brasil x Japão, ocorrido na segunda-feira. O objetivo foi evitar excedentes de energia em um dia de menor atividade econômica e alta geração distribuída.
O ONS informou que a medida se deve à combinação de elevada geração distribuída com carga reduzida durante o confronto. A gestão envolveu a possibilidade de novas reduções na produção de usinas a biomassas e pequenas centrais hidrelétricas conectadas à rede de distribuição.
O que muda para o jogo contra a Noruega
A expectativa é de que o Brasil tenha menor demanda ao longo da partida, em função do domingo e da atividade econômica naturalmente reduzida. Ainda assim, o órgão alerta para o risco de excedentes, principalmente de fontes solar e eólica, exigindo ajustes se necessário.
O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, ressaltou que grandes eventos esportivos elevam a complexidade operacional. A equipe segue empenhada em manter o equilíbrio do SIN e atender às demandas da torcida e da sociedade.
Contexto de uso de energia renovável e curtailment
O Brasil tem registrado índices elevados de curtailment, perdas de geração por limitações operacionais ou de transmissão. Em 2025, 20,6% da energia solar e eólica disponível deixou de ser aproveitada, com perdas superiores a 6 bilhões de reais.
A expansão acelerada de geração renovável, aliada a gargalos na transmissão e a quedas de demanda, sustenta a prática de reduzir a produção mesmo quando há energia disponível. Segundo a Volt Robotics, parte relevante dessas curtas decorre de baixa demanda em horários de maior energia solar.
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