Para Cybele Maylone, 46, a terapia hormonal para a menopausa não é opção. Diagnóstica de câncer de mama em 2023, ela usa medicamento que suprime hormônios para reduzir recorrência. A lista de contraindicações vai além do câncer, incluindo distúrbios de coagulação, doenças hepáticas e certos problemas cardiovasculares.
Muitas mulheres relatam frustração por não poderem aderir ao tratamento que, segundo relatos, aliviou fogachos, névoa mental e sono. Em entrevistas, pacientes comentam sentir-se excluídas de benefícios vistos por amigas e influenciadoras. A sensação de isolamento é comum.
Em 2023, fezolinetant (Veozah) foi aprovado como primeiro comprimido não hormonal para fogachos moderados a graves. Em 2025, a FDA aprovou o similar elinzanetant (Lynkuet). Ambos visam o mecanismo neurológico por trás dos fogachos, sem reposição de estrogênio.
Opções não hormonais e manejo
Alternativas incluem terapia cognitivo-comportamental, antidepressivos e outros fármacos off-label para fogachos e sono. Mudanças de estilo de vida ajudam, como exercícios com peso, redução de cafeína e álcool, além de controle de estresse. Aulas de sono também são recomendadas.
Pacientes utilizam ainda medidas complementares, como restrições alimentares e apoio emocional. Em alguns casos, a ginecologia recomenda uso de estrogênio vaginal para secura e desconfortos locais, mantendo a necessidade de avaliação médica.
Perspectivas e comunicação médica
Especialistas destacam que há mais opções no arsenal, mas o conhecimento entre pacientes é desigual. A Menopause Society reforça que a terapia hormonal continua indicada apenas para sintomas específicos e densidade óssea, não para todos os casos.
Especialista lembra que a conversa pública sobre menopausa tem se concentrado na terapia hormonal, o que pode distorcer a percepção sobre tratamentos disponíveis. A orientação é buscar avaliação individualizada e informações confiáveis.
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