Estudo recente mostra que o estresse psicológico pode alterar o sangue em tempo real, elevando o risco de coagulação. Pesquisadores explicam que, ao submeter voluntários saudáveis ao estresse, ocorre mudança bioquímica rápida que afeta o sangue.
O experimento envolveu 8 homens jovens, com 18 a 30 anos, em laboratório. Em sessões separadas, eles passaram por repouso e pelo Teste de Estresse Social de Trier, que induz estresse psicológico ao planejar e apresentar um discurso diante de uma banca.
Resultados em laboratório
Imediatamente após o estresse, aumentaram os radicais livres no sangue e a estrutura dos coágulos mudou. Observou-se maior densidade e fibras de fibrina mais compactas, além da ativação da via intrínseca de coagulação.
Ainda segundo os autores, a viscosidade sanguínea não mudou significativamente, desmentindo a ideia de simples hemoconcentração. O estresse oxidativo parece atuar como gatilho direto sobre a qualidade do coágulo, não apenas sobre o volume do sangue.
Os autores ressaltam que o estudo tem limitações. O grupo é pequeno e composto apenas por homens jovens, o que restringe a generalização. Pesquisas futuras devem envolver mulheres, idosos e pacientes com doenças cardíacas.
As implicações indicam caminhos para prevenir riscos cardiovasculares. Investigar vias bioquímicas subjacentes pode abrir estratégias além do manejo psicológico do estresse.
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